21/11/16

Adorando o Deus da Tecnologia

Thomas C. Simcox “Com a tecnologia, podemos mudar o mundo”. Eu estava sentado em uma sala de exames no Hospital da Universidade da Pennsylvania, em Filadélfia, ouvindo meu oncologista falando sobre “os projéteis mágicos” e os novos medicamentos que, segundo os cientistas acreditam, podem erradicar muitas formas de câncer. “Você provavelmente não vai morrer por causa deste tipo de câncer”, disse-me ele. “Já chegamos tão longe e tão rapidamente que os tratamentos que você fez estão ficando obsoletos”. Certamente era uma boa notícia para mim. Embora muito feliz com esse prognóstico, não pude deixar de sentir que talvez a visão de mundo do meu médico depositava demasiada fé na ciência. Atualmente, muitas pessoas crêem que o conhecimento pode salvar o mundo. Elas acham que a ciência e a tecnologia podem vencer a enfermidade, estabilizar a economia, preservar nossos recursos naturais, estocar suprimentos de alimentos e até mesmo abolir os conflitos entre as nações e as facções religiosas. Segundo o que dizem, estamos apenas a umas meras descobertas de distância da resolução de todos os problemas do universo. De acordo com esta visão de mundo, tudo o que a humanidade precisa para obter a Utopia na Terra pode ser gerado por sábios em tecnologia e cientistas, pessoas com um espírito de “podemos fazer”, que acreditam que, se você é capaz de sonhar, é capaz de realizar. Portanto, quem precisa de Deus? Em vez de adorarem o Criador, eles adoram o trabalho tecnológico de suas próprias mãos. Essa filosofia pode muito bem se tornar o verdadeiro centro da mensagem a ser pregada durante a futura Tribulação de sete anos. A besta tecno vem aí Duas bestas distintas aparecem em Apocalipse 13. João, o apóstolo, escreveu: “Vi emergir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças e, sobre os chifres, dez diademas e, sobre as cabeças, nomes de blasfêmia. (...) Vi ainda outra besta emergir da terra; possuía dois chifres, parecendo cordeiro, mas falava como dragão” (v.1,11). A besta que emergiu do mar é o pseudo-messias, o Anticristo. Seu surgimento do mar provavelmente significa que ele vem do mundo gentílico. O Dr. David Jeremiah, professor de Bíblia, explica: “No imaginário bíblico, o mar significa a massa em geral da humanidade, ou, mais especificamente, as nações gentias”.[1] A segunda besta é o Falso Profeta. Seu advento, emergindo da terra, contrasta-o com a besta que emerge do mar e pode significar que ele é judeu. J. Hampton Keathley III, estudioso da Bíblia, disse que a terra “pode simbolizar a nação de Israel, que é constantemente relacionada com a terra nas Escrituras”.[2] O trabalho do Falso Profeta é atrair adoração à primeira besta. O desejo de Satanás é ser Deus (Is 14.12-14). Parece que, no futuro, seu objetivo chegará perto de ser realizado. O Falso Profeta exercerá “toda a autoridade da primeira besta na sua presença. Faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta” (Ap 13.12). Ele seduzirá “os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta” [o Anticristo] (v.14). Depois, lhe é dado “comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta” (v.15). Este feito será realizado através de meios únicos, singulares. Em 1964, Walt Disney desvendou uma maravilha tecnológica na Feira Mundial de Nova Iorque. Era uma representação de Abraão Lincoln que se movia, falava, e, até mesmo, estava sentado e ficou em pé. Disney chamou essa nova forma de animação de Audio-Animatronics. O homem havia encontrado uma maneira de fazer um objeto inanimado se mover, falar e exibir expressões faciais, usando uma forma especial de robótica. Hoje, na Walt Disney World e na Disneylândia, podemos ver todos os tipos de objetos inanimados, feitos pelo homem, milagrosamente receberem vida através da Audio-Animatronics. Ainda resta-nos ver até onde a tecnologia avançará antes que venha o tempo em que a realista e convincente imagem da besta fará sua entrada no palco dos acontecimentos. A imagem é reminiscente da estátua gigantesca erigida pelo rei Nabucodonosor, da Babilônia, descrita em Daniel 3. Nabucodonosor deu ordens para que todos se ajoelhassem diante da imagem ou morreriam. Esta efígie futura irá um passo adiante: Parecerá viva. O Falso Profeta iludirá grande parte da humanidade a crer que ele tem poder para criar vida. É um milagre, ou é ciência e tecnologia? 666: a Marca da Besta Esse mestre do engano finalmente obrigará “a todos, os pequenos e os grandes, os ricos e os pobres, os livres e os escravos [a receberem] certa marca sobre a mão direita ou sobre a fronte” (Ap 13.16). A marca os identificará com o Anticristo. Sem ela, “ninguém [poderá] comprar ou vender” (v. 17). Essa marca da Besta é “o número da besta, pois é número de homem. Ora, esse número é seiscentos e sessenta e seis” (v.18). Durante décadas, as pessoas têm especulado sobre essa marca perigosa e misteriosa. Ninguém sabe exatamente o que ela é ou como ela será aplicada à carne humana. O Dr. David Jeremiah escreveu: Os poderes governantes geralmente possuem uma insígnia identificadora – a Alemanha nazista tinha sua cruz suástica; a União Soviética tinha a foice e o martelo. A idéia em si remonta aos tempos da história antiga. Babilônia, a primeira potência gentílica, era simbolizada por um leão com asas de águia (Dn 7.4). (...) Volumes e mais volumes já foram escritos com idéias fantasiosas que tentam identificar essa marca. Alguns a identificaram com cartões de crédito, chips de computadores, códigos de barra, até mesmo com nomes de determinadas pessoas (Adolf Hitler ou Saddam Hussein). Ninguém sabe dizer exatamente que forma a marca da Besta terá, mas o número seis parece ser importante. (...) O número seis é o número do homem. A humanidade foi criada no sexto dia e recebeu a ordem para trabalhar durante seis dias. O número 666 é o número do homem – triplicado. (...) Talvez o número da Besta represente a extrema e final oposição a Deus.[3] Talvez o número seis também represente o melhor que o homem tem a oferecer – aquilo que ele mais valoriza ou em que mais confia, acima de tudo: sua habilidade para criar novas maravilhas da ciência e tecnologia extraídas das profundezas de sua própria mente. Parece que, atualmente, muitas pessoas quase que deificam a ciência e a capacidade do homem de fazer os materiais na Terra se adaptarem à vontade humana. Elas crêem que está dentro de seu poder controlar a vida completamente, e, arrogantemente, desafiam a Deus. O Anticristo tipificará esse espírito de arrogância e de rebelião. Uma espada de dois gumes Logicamente a ciência e a tecnologia não são inerentemente más. Muitos avanços são bons e úteis. Eu claramente prefiro os “projéteis mágicos” de meus médicos do que todo tipo de quimioterapia que fui forçado a suportar. Mas nem a ciência nem a tecnologia vencerão a enfermidade e a morte, embora estejam tentando vigorosamente. E a mesma tecnologia da qual as pessoas podem depender para se salvar poderia finalmente ser usada para caçá-las e destruí-las. Por exemplo, a Associated Press relatou que um chip de computador do tamanho de um grão de arroz pode ser implantado em seu braço com informações vitais sobre sua história médica, e isto pode salvar sua vida. “Com a picada de uma seringa, o microchip é inserido debaixo da pele em um procedimento que dura menos de 20 minutos e que não leva pontos. Silenciosa e invisivelmente, o chip escondido possui um código que libera informações específicas sobre o paciente quando um scaner passa sobre ele”.[4] E aqui está o problema. Esses microchips também dariam à pessoa com o scaner certo acesso a todas as suas informações pessoais. No fim, o chip que salvaria sua vida se torna um dispositivo de rastreamento capaz de monitorar todo e qualquer passo que você der. Bíblia afirma que, sem a marca da besta, ninguém poderá comprar ou vender. Presume-se que, da mesma forma, ninguém poderá receber cuidados de saúde. Falta apenas um pequeno passo entre rastrear a saúde da pessoa e rastrear seus movimentos e, subseqüentemente, rastrear todos os aspectos de sua vida pessoal. Parece que a marca está ligada ao futuro da economia mundial. Hoje, os bancos podem rastrear as pessoas através do uso dos cartões de crédito e débito. Podemos ser rastreados a partir de nossos cada vez mais sofisticados telefones celulares e até mesmo através dos convenientes coletores eletrônicos de pedágio em nossos carros. Aqueles que recusarem a marca acharão a vida horrivelmente difícil. Infelizmente, todo o mundo seguirá a Besta: “e adoraram o dragão [Satanás] porque deu a sua autoridade à besta” (Ap 13.3-4). E o governo buscará matar a qualquer um que adore o verdadeiro Deus vivo. Em nossos dias, o mundo confia mais e mais em sua habilidade de resolver problemas, de corrigir todos os erros e de criar uma sociedade perfeita, saudável, utópica. Muitos adoram os deuses tecnológicos e zombam do Deus que se assenta nos céus. Embora a ciência possa ajudar as pessoas a viver mais e proporcionar-lhes mais dispositivos, implementos, medicamentos e amenidades, ela nunca será capaz de apagar os efeitos do pecado. As pessoas ainda ficarão doentes, morrerão, roubarão e assassinarão umas às outras. Nem a ciência nem a tecnologia podem produzir a vida eterna. Esse domínio pertence exclusivamente a Deus. Na verdade, muitos de nossos avanços vêm com suas conseqüências. Inventamos maneiras de preservar os alimentos, mas, para tanto, freqüentemente são usados elementos químicos maléficos. Inventamos o ar condicionado, mas ele supostamente destrói o ozônio. Inventamos os carros, mas eles aparentemente envenenam o ar. A humanidade não consegue curar nem consertar o mundo. Essa tarefa pertence ao Senhor. Ele voltará para este planeta e colocará as coisas de volta no lugar onde elas deveriam estar: “Porque de Sião sairá a lei, e a palavra do Senhor, de Jerusalém. Ele julgará entre os povos e corrigirá muitas nações; estas converterão as suas espadas em relhas de arados e suas lanças, em podadeiras; uma nação não levantará a espada contra outra nação, nem aprenderão mais a guerra” (Is 2.3-4). Nesse dia, as pessoas já não adorarão a obra de suas mãos: “Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos, e para celebrar a Festa dos Tabernáculos” (Zc 14.16). Eles adorarão o Deus de Israel, o Messias, que os salvou! (Thomas C. Simcox — Israel My Glory — Chamada.com.br) Notas: Dr. David Jeremiah, The Jeremiah Study Bible (Bíblia de Estudo Jeremiah), (Brentwood, TN: Worthy Publishing, 2013), 1,854 n Revelation 13:1. J. Hampton Keathley, III, Studies in Revelation,?“The Beast and the False Prophet (Rev 13:1-18)”?(Estudos no Apocalipse: A Besta e o Falso Profeta (Ap 13.1-18)), www.tinyurl.com/Bible-org-JHK. Jeremiah, “FYI: The Mark of the Beast” (A Marca da Besta), 1,855. The Associated Press, “FDA approves computer chip for humans” (A FDA aprova o chip de computador para seres humanos), NBCNews.com, 13 de outubro de 2004, www.tinyurl.com/ricechip. Extraído de Revista Chamada da Meia-Noite março de 2015 Revista mensal que trata de vida cristã, defesa da fé, profecias, acontecimentos mundiais e muito mais. Veja como a Bíblia descreveu no passado o mundo em que vivemos hoje, e o de amanhã também

O Deserto Sagrado

Bill Lawrence “O Senhor, porém, está no seu santo templo; cale-se diante dele toda a terra” (Habacuque 2.20). O deserto é o templo original de Deus, Sua habitação pessoal aonde Ele leva os que O seguem para encontrá-Lo e estar em Sua presença. Foi no deserto que Deus chamou e enviou Moisés, e lhe deu os Dez Mandamentos. Foi ali que Deus formou Israel e levou Moisés a criar o Tabernáculo. O deserto também foi onde Deus preparou Davi para ser o rei de Sua nação e o protótipo do Seu Filho. Deus também se encontrou com o profeta Elias e preparou Seu profeta João Batista no deserto. O Espírito Santo levou Jesus até o deserto para ser testado, tentado e aprovado como Messias. A Palavra também nos diz que o pensamento teológico de Paulo foi desenvolvido e finalizado no deserto. O deserto: bom, mas difícil O deserto ainda é o templo de Deus e o lugar de Sua presença pessoal. Ele leva todos os Seus líderes a passarem por diferentes tipos de deserto para nos transformar em Suas ferramentas, para mudar vidas e tornar visões em realidade. Em vista de tudo o que Deus já fez no deserto, precisamos reconhecer que ir para o deserto para encontrar com Deus é bom, seja onde for e signifique o que significar para nossas vidas. Muitos cristãos pensam que uma experiência no deserto é algo a ser evitado ou um lugar de onde precisamos escapar o quanto antes. O fato é que o deserto só se torna uma experiência ruim quando nos recusamos a aprender o que Deus quer nos ensinar e a confiar Nele quanto ao que quer que façamos. Se o deserto é o templo santo de Deus, o lugar onde Ele se encontra com os que O seguem para prepará-los para o Seu tipo de grandeza – e é – e se o deserto é onde Ele prova que os Seus estão preparados para o Seu propósito, tanto para Ele quanto para eles – e é – então o deserto só pode ser bom! É um lugar difícil, estressante e muitas vezes isolado, mas não é um lugar ruim. Entrar na presença do Deus santo é sempre algo bom. Às vezes, pessoas ou eventos que não podemos controlar são o que nos levam para o deserto. Alguém que amamos (como nossos filhos ou pais idosos), membros de nossas equipes criando tensão no ministério ou um chefe dificultando nossas carreiras podem nos levar ao deserto mesmo sem saber. Nós não causamos essas situações, não as escolhemos e não sabemos como ou quando nossa luta vai acabar.O que é o deserto O que é esse deserto que estamos enfrentando? Em sua essência, é uma metáfora bíblica para aqueles momentos áridos e estéreis da vida – sejam espirituais, físicos ou emocionais – aonde Deus nos leva para nos testar, transformar, purificar, provar e preparar para a Sua grandeza em nossas vidas. São os momentos difíceis na vida através dos quais crescemos nas mãos de Deus de acordo com o Seu propósito. Às vezes, Seu alvo é simplesmente purificar nosso caráter. Outras vezes, quer melhorar alguma dimensão da nossa capacidade. Outras ainda, Ele age para nos provar, para mostrar aos outros que somos qualificados para a liderança. Sua intenção é sempre o nosso bem, mesmo quando outros têm intenções más, como no caso de José. É por isso que nossas jornadas pelo deserto exigem grande confiança Nele. Apenas lembre que o zigue-zague pelo deserto é a distância mais curta para tornar-se frutífero. Por que o deserto? Por que será que, de toda a beleza da Criação, com suas montanhas cobertas de neve e vales verdejantes, seus mares imponentes e ilhas exuberantes, Deus escolhe o deserto para ser Seu templo de transformação de vidas? Por que escolhe chamar Seus líderes a um lugar tão desagradável? Por que fazer desse lugar estéril uma escola de polimento de Seus líderes? Porque o deserto é uma imagem da realidade, um vislumbre dos corações dos Seus líderes e dos seus seguidores. A aridez e a futilidade físicas do deserto representam exatamente a aridez e a futilidade espirituais dos Seus líderes até entrarem no Seu templo sagrado no deserto. Não importa quantos relances de beleza possamos ter – e o deserto tem momentos belos – no fim das contas, nós líderes somos tão áridos e infrutíferos quanto o deserto do Sinai à parte da pureza e do poder que a presença de Deus produz em nós. Até que Deus transforme nossa escassez em beleza, nos ensinando o que mais importa quanto a nós como líderes, lideramos na futilidade de nossos desertos pessoais. De fato, o que mais importa não é o que fazemos com nossas mãos, mas o que Deus faz com nossos corações.O deserto da vida é a clínica de cardiologia de Deus, o lugar aonde Ele nos leva para transformar nossos corações de modo a libertar nossas mãos da futilidade do nosso ego e levá-las à graça frutífera. Uma vez que tenha transformado nossos corações, o que fazemos com nossas mãos ganha um impacto eterno através de ações frutíferas transformadoras. Entramos no deserto na futilidade da nossa tolice e saímos dele sendo frutíferos na sabedoria de Deus e Sua poderosa fraqueza. Fazemos a mesma coisa que sempre fizemos; mas agora os cinco mil são alimentados, os espiritualmente mortos são ressuscitados, os desinteressados são encorajados, os surdos podem ouvir e os cegos podem ver – tudo por causa da graça de Deus através de nós. Uma vez não basta Nossa experiência no deserto não acaba depois de passar por lá uma única vez. De certa forma, nunca saímos completamente do deserto, porque Deus não vai terminar o processo de transformar nossos corações até que estejamos plenamente em Sua presença, quando Ele nos der um novo coração, perfeito. Então continuamos em nossas lutas no deserto, às vezes com menos intensidade, às vezes com exigência ainda maior; com frequência voltando, em meio a nossas lutas, a lugares antigos agora transformados em oásis refrescantes pela boa mão de Deus. Outras vezes encontramos novos lugares áridos e estéreis em nossas vidas – lugares que o Pai não tinha nos mostrado antes – mesmo que eles tenham sido parte de nós desde que nascemos. Quando isso acontece, sabemos que estamos entrando mais uma vez na clínica de cardiologia de Deus para outra cirurgia cardíaca sem anestesia. Não há como dormir enquanto Deus desobstrui artérias ou substitui válvulas, quanto mais enquanto faz Seus transplantes de coração; só recebemos o benefício completo da Sua cirurgia cardíaca quando encaramos a dor e os ferimentos que causamos a nós mesmos e a outros em nossos esforços fúteis para promover nossa causa no nome de Jesus. Deus está nos corrigindo e não nos punindo ao nos fazer passar por essa dor. A única forma de nos libertarmos do pecado é estarmos totalmente cientes da morte e do custo que o pecado traz, tanto em nós quanto nos que lideramos e afirmamos amar. Um zigue-zague Nos movemos no deserto em um zigue-zague de luta, confusão e incerteza. Por que continuamos voltando ao mesmo lugar infrutífero? Já não estivemos aqui antes? Por que precisamos voltar? Como esse zigue-zague pode ser a distância mais curta entre onde estamos e aonde queremos ir? Deus não sabe que está desperdiçando nosso tempo nos levando de volta aos mesmos buracos secos vez após vez? Se Ele consegue controlar o universo, por que não pode controlar a nossa vida de forma mais eficiente? Por que não nos dá pessoas que estão motivadas como nós, que querem ir aonde queremos ir, que se importam tanto quanto nós?Quando finalmente saímos do deserto e olhamos para o rastro em zigue-zague atrás de nós, percebemos que essa realmente era a rota mais rápida que Deus poderia ter escolhido para nossas vidas – na verdade, a única rota pela qual poderia nos levar. Como no caso dos filhos de Israel, o problema não está em Deus, mas em nós. Se tivéssemos confiado Nele mais prontamente, Ele teria agido mais rapidamente. Imagine o quão rapidamente Deus poderia ter levado o povo de Israel para a Terra Prometida se tivessem confiado Nele. Teriam chegado lá em dois anos, não em quarenta. Aqui está o que precisamos perceber: Deus nos tira do deserto o mais rápido possível, mas nunca antes de estarmos prontos para seguir em frente. Pode ser por isso que alguns de nós nunca chegamos a ser frutíferos. Deus tem um plano e um propósito ao nos trazer para essa terra devastada e aparentemente inútil, que é transformar nossos corações para que Ele possa gerar frutos através das nossas mãos. Uma vez que tenhamos aprendido isso, podemos voltar para o deserto com expectativa quando Deus nos impelir. Só é possível enfrentar as areias escaldantes da santidade de Deus de pés descalços, mas Deus está lá para nos confortar, nos curar e nos enviar adiante mais sadios do que antes. O deserto é uma realidade da vida da qual não podemos fugir – um lugar estéril e desolado que revela nossa futilidade. Somos impelidos a entrar nele para sermos testados, tentados e aprovados para nos tornarmos líderes aptos diante de Deus; líderes totalmente entregues, que passaram pela escola de polimento de Deus, o deserto onde Ele tem Sua clínica de cardiologia e transforma nossos corações de pedra em corações de carne. (Bill Lawrence — Chamada.com.br)
Bill Lawrence é pastor, professor no Seminário Teológico de Dallas, e agora atua também como Presidente da Leader Formation International [Formação Internacional de Líderes], um ministério global que chama líderes a servir de corações transformados. É formado pela Universidade de Cairn e pelo Seminário Teológico de Dallas. Também atua no conselho diretor da One Challenge, RREACH International e da NWYC Company. Casado com Lynna por mais de 50 anos, tem 3 filhos adultos e 8 netos.

01/04/15

Coelho, ovo e cruz

Por rev. Ricardo da Mota Leite*
Os supermercados estão abarrotados de ovos de chocolate. Que delícia! Muitos perguntam novamente para o inocente bichinho: “coelhinho da páscoa, que trazes para mim?” O coelho, símbolo de fertilidade, e o ovo de chocolate, símbolo de poder e vigor, são apreciados por todos, principalmente nesta época em que se comemora a Páscoa.
Mas, por mais estranho que pareça, a cruz também é um símbolo da Páscoa. Páscoa tem a ver com libertação provinda do sangue derramado. Vamos recordar? A palavra “Páscoa” em hebraico quer dizer “passagem, passar sobre”. O povo hebreu, estava cativo no Egito por quatrocentos e trinta anos. Mas chegou o dia da libertação.
O grande Faraó egípcio iria experimentar como nunca, a mão pesada de um Deus diferente daqueles deuses que ele adorava. Um Deus pessoal, que ouve o clamor do povo sofrido, que vê a injustiça praticada pelos poderosos, que sabe e conhece tudo e todos, um Deus Soberano. A décima praga seria a morte dos primogênitos. Todas as criaturas no Egito que abriram a madre morreriam.
À meia noite, um anjo passaria por cima daquela terra, e onde estivesse um primogênito, a morte entraria e o levaria. Todavia, havia uma esperança para se livrar de tão grande aflição. Um cordeiro deveria ser morto. Um cordeiro sem defeito, cujo sangue seria aplicado nas ombreiras e na verga da porta de entrada. O sangue seria o sinal, e quando o anjo passasse por cima, pouparia todas as casas onde existisse o sinal feito pelo sangue do cordeiro. Aquele cordeiro sacrificado simbolizava Jesus Cristo, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”. Páscoa é muito mais que coelho ou ovos de chocolate. Páscoa é Jesus. Páscoa aponta para a cruz de Cristo onde seu sangue foi vertido por mim e por você.
Jesus “padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, mas ao terceiro dia ressuscitou, subiu ao céu e está sentado junto ao trono de Deus”. Páscoa significa vitória, liberdade da opressão. O povo hebreu se viu livre, como um pássaro diante de um laço que se desfez. Assim acontece com aquele cujo sangue de Cristo lhe é aplicado. O sangue de Jesus derramado na cruz não foi em vão. O sangue do Cordeiro livra da morte espiritual. Isto porque Ele venceu a morte ressuscitando ao terceiro dia. Páscoa é redenção.
A eucaristia ou Santa Ceia, é o grande símbolo da vitória do Cordeiro e do seu povo. O pão simboliza o corpo e o vinho simboliza o sangue do cordeiro. Quando o Destruidor vê o sangue aplicado em nossas vidas, ele apenas passa. Então agora, “quando vossos filhos vos perguntarem: Que rito é este? Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que passou por cima das casas...” (Êxodo 12.23-27).
Que o coelhinho da páscoa e os ovos de chocolate não roubem do seu coração, o verdadeiro sentido da Páscoa.
*Rev. Ricardo da Mota Leite é Secretário Executivo da Apecom, Agência Presbiteriana de Evangelização e Comunicação.

31/03/15

Diferença nos preços de ovos de Páscoa chega a 73%,

De acordo com uma pesquisa feito pelo Órgão de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-SP), elaborado pelo Núcleo Regional da Fundação em Presidente Prudente, o preço dos ovos de Páscoa de uma mesma marca pode variar muito entre os estabelecimentos, com, diferenças de até 73,43%. Conforme a pesquisa, o preço que teve maior alta foi o ovo Alpino de 350g,da Nestlé, que foi encontrado por R$ 34,59 e R$ 59,99. Ao todo, foram visitados seis estabelecimentos de Presidente Prudente, onde houve a verificação dos preços de 93 ovos e seis bolos de diversas marcas, tipos e modelos, que totalizaram 99 itens. A coleta foi realizada nos dias 16 e 17 de março. O Procon-SP orienta que o consumidor compare os preços, e também, considere a qualidade, peso e preço do item de compra. É importante levar em conta a quem será destinado o chocolate – idade, gosto, restrições. Confira a pesquisa completa na página do órgão. O Procon também oferece um blog com dicas para compras de ovos.